sábado, 9 de abril de 2011

AMAR É...

...quando você destaca uma pessoa da imensidão de pessoas que existem a sua volta e resolve investir na vida dela :)

terça-feira, 5 de abril de 2011

LIP of FAITH

Agir de forma diferente, pela primeira vez na vida
te abre uma nova dimensão
É uma aposta
de se atirar em terrenos desconhecidos
E se surpreender
a cada curva, a cada objeto e habitante encontrado
É se aventurar dentro de si mesmo
e descobrir recantos inexplorados, capacidades intestadas e habilidades adormecidas
É verificar a cada dia
a própria capacidade

É ir mais longe do que se supunha capaz
É ter o prazer de apresentar-se a cada manhã ao mundo: muito prazer, eu existo
É encontrar-se com a própria existência e ter a certeza de que se está no lugar que deveria,
mesmo não sabendo exatamente onde ele é
É descobrir trilhas inexploradas que vão dar exatamente onde você queria chegar

É ter a coragem de testar o novo,
e surpreender-se encontrando-se com um lugar feito sob medida pra você
É encontrar-se com seu lugar na vida e ter a certeza de que tudo o que
fez até hoje foi pra se chegar neste lugar

Te dá força pra suportar a espera
pois se tem a certeza de que você fez a sua parte
e que é só uma questão de tempo pras coisas acontecerem

É surpreender-se também com a velocidade que as coisas acontecem
E perceber-se perdendo o fôlego diante das coisas que ganham vida
caminhando com as próprias pernas, chegando até você
e te convidando: e aí, pronta pra mais um passo?

E você se arma de coragem
e aceita o convite da vida
sabendo que o encontro com o desejo é poderoso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

AMOR MEU GRANDE AMOR (BARÃO VERMELHO)

"Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...

Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça..."

terça-feira, 29 de março de 2011

AMOR É O FOGO

Quero o privilégio do olho no olho
da intimidade construída
do coração disparado
do cheiro inconfundível
Do riso solto
do carinho espontâneo
Da fala no diminutivo
dos apelidos bobos
do perder o chão
DE se sentir segura
de ser tomada
e ainda assim não resistir
de se entregar
e confiar

segunda-feira, 28 de março de 2011

HUMANO AMOR DE DEUS - PE FÁBIO DE MELO

"Tens o dom de ver estradas
Onde eu vejo o fim
Me convences quando falas:
Não é bem assim!
Se me esqueço, me recordas
Se não sei, me ensinas.
E se perco a direção
Vens me encontrar

Tens o dom de ouvir segredos
Mesmo se me calo
E se falo me escutas
Queres compreender

Quando a solidão doeu em mim
Quando o meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim

Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar

Quando os meus sonhos vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar"

quinta-feira, 24 de março de 2011

MARCAS DO ETERNO (PE FÁBIO DE MELO)

"Antes de você entrar na minha vida
De se decidir por mim
Por minha história
Haverá de ter clareza de saber bem
Quem eu sou
Pra depois não me dizer
Ter se enganado

Eu não posso ser o que você quiser
Sou bem mais do que os seus olhos
Podem ver
Se quiser seguir comigo
Eu lhe estendo a mão
Mas não pode um só momento
Se esquecer

Sou consagrado ao meu Senhor
Solo sagrado eu sei que sou
Vida que o céu sacramentou
Marcas do eterno estão em mim

Antes do seu amor chegar
Um outro amor já me encontrou
E me envolveu com tanta luz
Que já não posso me esquecer

Se mesmo assim quiser ficar
Seja bem vindo ao meu lugar
À este coração que resolveu
Plantar-se inteiro em Deus
E hoje não quer mais se aprisionar

Eu lhe peço que me ajude
A ser mais santo
Que por vezes me esqueça no meu canto
É que a minha santidade
Necessita solidão
Só assim minha presença
É mais saudável

Não me peça o que de mim
Pertence a Deus
Nem dê mais do que eu preciso receber
Ser amado em excesso
Faz tão mal quanto não ser
Eu lhe peço que me ajude a ser de Deus"

sábado, 26 de fevereiro de 2011

NAVEGANDO EM ALTO-MAR

Depois de navegações em mares ora conhecidos, ora mais profundos,
Encontrei-me na Terra do Desejo
Desenterrei das entranhas o mais precioso tesouro
E descobri a mais poderosa arma de que um ser humano pode dispor

Porém, ao retornar à velha civilização,
no confronto com a demanda do Outro,
com medo de perder tão recente conquista
Me perdi ao tentar protegê-lo de não sucumbir a ela,

Hasteei a bandeira da terra recém conquistada
Marcando a passos largos: eu tenho um Desejo
Construí um altar para situá-lo e dà-lo a ver
Porém, me abstive de usufruir dele,
ao sair para o campo de batalha e afastar dele a demanda imperiosa, com medo de contaminá-lo...
...me perdi

Me percebi defendendo o território
e, de tão concentrada na batalha, esqueci o que defendia
Meu navio naufragou ao dar-me conta de que visava mais invadir território alheio,
impondo a língua recém descoberta à terra nativa
Em vez de fazer uso dela,
Sem primeiro descobrir o que fazer com ela
Só depois compreendi que para poder falar uma outra língua
é preciso primeiro ensiná-la ao outro
Mas antes é necessário eu mesma aprendê-la

Se é por meio do desejo do outro que de primeiro encontramos uma possiblidade para o nosso
Se é pisando nos passos que ele trilhou que aprendemos a andar
e depois que nos encontramos com nosso próprio caminho?
Como não ofendê-lo ao dizer que agora temos nosso próprio rumo a seguir?
e como este caminho, único, se encontra com o dele?

Ai, difícil missão de ser no meio de outros seres
De ser sem ser para o outro, mas sem se incomodar com a presença dele
De prescindir da presença, mas não se ofender com ela
Não culpabilizar o outro pelos territórios selváticos de seu país,
mas não me sentir tentada a povoá-los

Não precisar atacá-lo por seu pedido,
mas agradecer a oferenda alheia
Não encarando a recusa como declaração de guerra
Sem a conotação de que construindo uma rota inédita de navegação
Esteja naufragando o porto de origem

E poder partir em paz
Sem me perder
de poder voltar
para o outro
e para mim mesma.