Quero o privilégio do olho no olho
da intimidade construída
do coração disparado
do cheiro inconfundível
Do riso solto
do carinho espontâneo
Da fala no diminutivo
dos apelidos bobos
do perder o chão
DE se sentir segura
de ser tomada
e ainda assim não resistir
de se entregar
e confiar
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
HUMANO AMOR DE DEUS - PE FÁBIO DE MELO
"Tens o dom de ver estradas
Onde eu vejo o fim
Me convences quando falas:
Não é bem assim!
Se me esqueço, me recordas
Se não sei, me ensinas.
E se perco a direção
Vens me encontrar
Tens o dom de ouvir segredos
Mesmo se me calo
E se falo me escutas
Queres compreender
Quando a solidão doeu em mim
Quando o meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim
Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar
Quando os meus sonhos vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar"
Onde eu vejo o fim
Me convences quando falas:
Não é bem assim!
Se me esqueço, me recordas
Se não sei, me ensinas.
E se perco a direção
Vens me encontrar
Tens o dom de ouvir segredos
Mesmo se me calo
E se falo me escutas
Queres compreender
Quando a solidão doeu em mim
Quando o meu passado não passou por mim
Quando eu não soube compreender a vida
Tu vieste compreender por mim
Quando os meus olhos não podiam ver
Tua mão segura me ajudou a andar
Quando eu não tinha mais amor no peito
Teu amor me ajudou a amar
Quando os meus sonhos vi desmoronar
Me trouxeste outros pra recomeçar
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu amor veio me relembrar"
quinta-feira, 24 de março de 2011
MARCAS DO ETERNO (PE FÁBIO DE MELO)
"Antes de você entrar na minha vida
De se decidir por mim
Por minha história
Haverá de ter clareza de saber bem
Quem eu sou
Pra depois não me dizer
Ter se enganado
Eu não posso ser o que você quiser
Sou bem mais do que os seus olhos
Podem ver
Se quiser seguir comigo
Eu lhe estendo a mão
Mas não pode um só momento
Se esquecer
Sou consagrado ao meu Senhor
Solo sagrado eu sei que sou
Vida que o céu sacramentou
Marcas do eterno estão em mim
Antes do seu amor chegar
Um outro amor já me encontrou
E me envolveu com tanta luz
Que já não posso me esquecer
Se mesmo assim quiser ficar
Seja bem vindo ao meu lugar
À este coração que resolveu
Plantar-se inteiro em Deus
E hoje não quer mais se aprisionar
Eu lhe peço que me ajude
A ser mais santo
Que por vezes me esqueça no meu canto
É que a minha santidade
Necessita solidão
Só assim minha presença
É mais saudável
Não me peça o que de mim
Pertence a Deus
Nem dê mais do que eu preciso receber
Ser amado em excesso
Faz tão mal quanto não ser
Eu lhe peço que me ajude a ser de Deus"
De se decidir por mim
Por minha história
Haverá de ter clareza de saber bem
Quem eu sou
Pra depois não me dizer
Ter se enganado
Eu não posso ser o que você quiser
Sou bem mais do que os seus olhos
Podem ver
Se quiser seguir comigo
Eu lhe estendo a mão
Mas não pode um só momento
Se esquecer
Sou consagrado ao meu Senhor
Solo sagrado eu sei que sou
Vida que o céu sacramentou
Marcas do eterno estão em mim
Antes do seu amor chegar
Um outro amor já me encontrou
E me envolveu com tanta luz
Que já não posso me esquecer
Se mesmo assim quiser ficar
Seja bem vindo ao meu lugar
À este coração que resolveu
Plantar-se inteiro em Deus
E hoje não quer mais se aprisionar
Eu lhe peço que me ajude
A ser mais santo
Que por vezes me esqueça no meu canto
É que a minha santidade
Necessita solidão
Só assim minha presença
É mais saudável
Não me peça o que de mim
Pertence a Deus
Nem dê mais do que eu preciso receber
Ser amado em excesso
Faz tão mal quanto não ser
Eu lhe peço que me ajude a ser de Deus"
sábado, 26 de fevereiro de 2011
NAVEGANDO EM ALTO-MAR
Depois de navegações em mares ora conhecidos, ora mais profundos,
Encontrei-me na Terra do Desejo
Desenterrei das entranhas o mais precioso tesouro
E descobri a mais poderosa arma de que um ser humano pode dispor
Porém, ao retornar à velha civilização,
no confronto com a demanda do Outro,
com medo de perder tão recente conquista
Me perdi ao tentar protegê-lo de não sucumbir a ela,
Hasteei a bandeira da terra recém conquistada
Marcando a passos largos: eu tenho um Desejo
Construí um altar para situá-lo e dà-lo a ver
Porém, me abstive de usufruir dele,
ao sair para o campo de batalha e afastar dele a demanda imperiosa, com medo de contaminá-lo...
...me perdi
Me percebi defendendo o território
e, de tão concentrada na batalha, esqueci o que defendia
Meu navio naufragou ao dar-me conta de que visava mais invadir território alheio,
impondo a língua recém descoberta à terra nativa
Em vez de fazer uso dela,
Sem primeiro descobrir o que fazer com ela
Só depois compreendi que para poder falar uma outra língua
é preciso primeiro ensiná-la ao outro
Mas antes é necessário eu mesma aprendê-la
Se é por meio do desejo do outro que de primeiro encontramos uma possiblidade para o nosso
Se é pisando nos passos que ele trilhou que aprendemos a andar
e depois que nos encontramos com nosso próprio caminho?
Como não ofendê-lo ao dizer que agora temos nosso próprio rumo a seguir?
e como este caminho, único, se encontra com o dele?
Ai, difícil missão de ser no meio de outros seres
De ser sem ser para o outro, mas sem se incomodar com a presença dele
De prescindir da presença, mas não se ofender com ela
Não culpabilizar o outro pelos territórios selváticos de seu país,
mas não me sentir tentada a povoá-los
Não precisar atacá-lo por seu pedido,
mas agradecer a oferenda alheia
Não encarando a recusa como declaração de guerra
Sem a conotação de que construindo uma rota inédita de navegação
Esteja naufragando o porto de origem
E poder partir em paz
Sem me perder
de poder voltar
para o outro
e para mim mesma.
Encontrei-me na Terra do Desejo
Desenterrei das entranhas o mais precioso tesouro
E descobri a mais poderosa arma de que um ser humano pode dispor
Porém, ao retornar à velha civilização,
no confronto com a demanda do Outro,
com medo de perder tão recente conquista
Me perdi ao tentar protegê-lo de não sucumbir a ela,
Hasteei a bandeira da terra recém conquistada
Marcando a passos largos: eu tenho um Desejo
Construí um altar para situá-lo e dà-lo a ver
Porém, me abstive de usufruir dele,
ao sair para o campo de batalha e afastar dele a demanda imperiosa, com medo de contaminá-lo...
...me perdi
Me percebi defendendo o território
e, de tão concentrada na batalha, esqueci o que defendia
Meu navio naufragou ao dar-me conta de que visava mais invadir território alheio,
impondo a língua recém descoberta à terra nativa
Em vez de fazer uso dela,
Sem primeiro descobrir o que fazer com ela
Só depois compreendi que para poder falar uma outra língua
é preciso primeiro ensiná-la ao outro
Mas antes é necessário eu mesma aprendê-la
Se é por meio do desejo do outro que de primeiro encontramos uma possiblidade para o nosso
Se é pisando nos passos que ele trilhou que aprendemos a andar
e depois que nos encontramos com nosso próprio caminho?
Como não ofendê-lo ao dizer que agora temos nosso próprio rumo a seguir?
e como este caminho, único, se encontra com o dele?
Ai, difícil missão de ser no meio de outros seres
De ser sem ser para o outro, mas sem se incomodar com a presença dele
De prescindir da presença, mas não se ofender com ela
Não culpabilizar o outro pelos territórios selváticos de seu país,
mas não me sentir tentada a povoá-los
Não precisar atacá-lo por seu pedido,
mas agradecer a oferenda alheia
Não encarando a recusa como declaração de guerra
Sem a conotação de que construindo uma rota inédita de navegação
Esteja naufragando o porto de origem
E poder partir em paz
Sem me perder
de poder voltar
para o outro
e para mim mesma.
sábado, 6 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
MISTÉRIO DO PLANETA - NOVOS BAIANOS
Vou mostrando como sou
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
GOETHE
"No momento em que nos comprometemos, a providência divina também se põe em movimento. Todo um fluir de acontecimentos surge ao nosso favor. Como resultado da atitude, seguem todas as formas imprevistas de coincidências, encontros e ajuda, que nenhum ser humano jamais poderia ter sonhado encontrar. Qualquer coisa que você possa fazer ou sonhar, você pode começar.
A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia”
A coragem contém em si mesma, o poder, o gênio e a magia”
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