quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

"Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco samba tem sem ter e ainda assim
Sambo bem a dois por mim
Bambo e só, mas sambo sim"
Sambo por gostar de quem gostar de mim. (adaptação de Samba a Dois -Marcelo Camelo)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

AGORA EU JÁ SEI

"Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar
e das estrelas, que esquecemos de contar..."

Agora eu já sei como quero ser tratada
Agora já sei que tipo de homem quero ao meu lado
Agora eu já sei que tipo de vida escolhi para mim
Agora eu já sei que tipo de relação dou conta de sustentar
Agora eu já sei o que desejo
E sei também que nem todo desejo precisa ser realizado
E já sei que eu tenho a capacidade de falar não
(e nossa, como é bom saber disso...)
Agora já sei que por mais que eu queira algo
consigo esperar para ter o que quero
Já sei que não preciso mais acreditar em simulacros
Sei que eles não me satisfazem mais
Agora eu já sei que não preciso mais ficar com qualquer coisa só para não ficar sem
Agora eu já sei que sei sentir falta
Que é muito difícil,mas que é suportável
Já sei que não dá pra confiar só no que sinto
porque as sensações passam
E que nem sempre vale a pena pagar o preço por uma sensação
Sei que quero coisas concretas na vida
Que me dêem a estabilidade da razão, não só da sensação
que me transmitam a segurança de um cuidar, de um porvir
Já sei que as decisões devem ser tomadas com a razão, não com o coração
Também sei que a vida não perde o sentido enquanto eu não encontrar o que procuro
Agora eu já sei que suporto o espaço entre o querer e o realizar
que as coisas não precisam ser mais à qualquer preço
que eu dou conta de suportar o intervalo, o vazio, a espera
E que posso procurar com calma, aguardar o momento e a pessoa certos
E eu já sei que não vou me contentar com menos que isso
E já sei que não preciso
Agora sei o que é sentir falta de verdade
Sem, às pressas, colocar outra coisa no lugar
só pra tampar o buraco
Agora já sei que isso é uma escolha
E que eu poderia passar o resto da vida passando de uma coisa para outra
sem nunca saber o que de fato é isso
Mas sei que eu escolhi diferente,
E sei que isso é necessário
Para me despedir do que passou
e deixar espaço pro que há de vir
Estou pronta...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

"NÃO QUERO MAIS SER O HOMEM DA CASA"

Não quero ser mais a mulher que sabe como seduzir um homem
que sabe conduzir as coisas a seu ritmo e do seu modo
Não quero mais procurar
Quero ser encontrada
Quero ser conduzida
Quero voltar a ser a garota inocente que se deixa levar
Sem perguntar
Sem resistir
Quero ser arrebatada e me deixar levar pelo passo da dança
Não quero mais dar as cartas
Quero um homem que seja capaz de se apossar de mim
Que me dê segurança o suficiente
para eu me permitir soltar a corda
E deixar o barco correr
quero ser resgatada de minha alta torre
por um homem corajoso o suficiente para pegar o preço de meu resgate

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

QUANDO ME AMEI DE VERDADE

"Quando me amei de verdade, deixei de acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja e a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Passei a acreditar que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta, e que a gente cresce através da gente mesmo". Que devemos buscar o outro por escolha, não por necessidade...

"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é...Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada..."
(CHARLES CHAPLIN)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SAMBA ENREDO: SAVE THE HEART

De que adianta mudar a roupagem
Se o samba-enredo permanece o mesmo?
Então eu escolho escolher a ser escolhida por isso
Fico com meu samba de uma nota, só
Se é para responder à mesma pergunta
Se já sei onde vai dar a avenida
Não preciso de toda a ala da bateria pra me acompanhar
Se é só pra fazer borrar a maquiagem
e me forçar a cada vez, depois que o público vai embora, as luzes se apagam e a música cessa
Eu me ver só e me assombrar novamente com o fato de as fantasias estarem vazias
E o silêncio me obrigar a olhar para dentro
Longe dos paetês e das marchinhas
Longe do glamour e da alegria
Escutar o batuque do meu coração
Que retumbica em protesto
no vazio deixado pela ausência de tão conhecidos foliões
Porque ele só acredita nas sensações, nos jogos de luzes e nas combinações das cores
Nas rimas das poesias e na musicalidade da ocasião
Esquece-se de olhar a engrenagem que há por baixo dos carros alegóricos
E de que tudo isso é produzido
justamente pra fazer esquecer
Com o tempo vai me perdoar
Por eu escolher sair de escola indepentente neste carnaval
Pra poder um dia sair de porta-bandeira com mestre-sala.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"Enfim eu quis ser conseqüente
Mas desisti vou ser feliz pra sempre
Peço a todos com licença
Vamos liberar o pedaço
Felicidade assim desse tamanho só com muito espaço"
(FELICIDADE - ZÉLIA DUNCAN)

"Toda madrugada recolhia os sonhos num cesto de vime e, no quintal, dependurava-os e deixava-os secar até se transformarem em realidade..."
(A arte de semear estrelas - Frei Betto)


"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca
pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada
quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara" muitas vezes. Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar. Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante"
(Charlie Chaplin)

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

NÃO VALE A PENA (Maria Rita)

Ficou difícil
Tudo aquilo, nada disso
Sobrou meu velho vício de sonhar
Pular de precipício em precipício
Ossos do ofício
Pagar pra ver o invisível
E depois enxergar

Que é uma pena
Mas você não vale a pena
Não vale uma fisgada dessa dor
Não cabe como rima de um poema
De tão pequeno
Mas vai e vem e envenena
E me condena ao rancor
De repente, cai o nível
E eu me sinto uma imbecil
Repetindo, repetindo, repetindo
Como num disco riscado
O velho texto batido
Dos amantes mal-amados
Dos amores mal-vividos
E o terror de ser deixada
Cutucando, relembrando, reabrindo
A mesma velha ferida
E é pra não ter recaída
Que não me deixo esquecer

Que é uma pena
Mas você não vale a pena